Microchip, tatuagem e SIAC
Identificar um animal são duas coisas que se confundem a toda a hora — dar-lhe um número, e garantir que esse número leva de volta a ti.
Dois atos, não um
Marcar o animal é dar-lhe um número único e pôr esse número no seu corpo — através de um chip sob a pele, ou de uma tatuagem.
Registá-lo é inscrever esse número numa base de dados juntamente com os contactos do detentor.
O segundo é o que funciona. Um chip cujos dados estão desatualizados é um número que não leva a lado nenhum: o animal é encontrado, lido, identificado… e ninguém consegue contactar-te.
O chip
Um transpondedor do tamanho de um grão de arroz, colocado pelo veterinário sob a pele, normalmente no pescoço. Não localiza nada — é a confusão mais espalhada. Apenas responde com o seu número a um leitor aproximado. Recuperar um animal perdido depende, por isso, de alguém o levar a um veterinário, a um canil ou à junta.
A leitura é indolor, o chip dura toda a vida do animal e o seu número é internacional.
A tatuagem
Durante muito tempo a norma, hoje residual: desvanece-se, torna-se ilegível numa orelha danificada e já não é aceite para viajar. Os animais tatuados há anos continuam validamente identificados, mas o que se aplica hoje é o chip — e é ele que os documentos de viagem exigem.
O SIAC
Marcar e registar são dois passos, e em Portugal a inscrição faz-se no SIAC — o Sistema de Informação de Animais de Companhia, base de dados nacional única. É o veterinário que implanta o chip e que faz o registo.
Ter uma base nacional e não regional é uma vantagem concreta: um cão identificado em Faro encontra-se a partir de Braga, sem passar por nenhuma consulta cruzada.
Três coisas têm de ser declaradas:
- uma mudança de morada ou de telefone — a declaração mais útil, e a menos feita;
- uma mudança de detentor, quando o animal é cedido ou vendido;
- um desaparecimento ou uma morte.
Declarar o animal como desaparecido no SIAC é um ato concreto: passa a constar como procurado para qualquer veterinário ou canil que o leia.
É obrigatório
Para os cães não há dúvida: identificação eletrónica, registo no SIAC e vacina antirrábica a partir dos três meses são obrigatórios, e as três coisas andam juntas.
Para os gatos e outros animais de companhia, a obrigação de identificação foi alargada e o seu alcance exato depende da regulamentação em vigor — o teu veterinário dirá o que se aplica ao teu animal. Na prática, identificar e registar é aconselhável de qualquer forma: é o que permite que te devolvam o animal.
A identificação condiciona além disso as viagens, muitos hotéis para animais e o pagamento da maioria dos seguros.
E uma ficha de emergência?
A identificação cobre o animal encontrado por um profissional. Não diz nada a quem acabou de o apanhar na rua, num domingo.
É para isso que serve a ficha de emergência do AnimaPulse: uma folha A5 com um código QR para recortar e pôr na medalha da coleira, com o nome do animal, o seu número de microchip, os teus contactos, os do teu veterinário, as alergias e os tratamentos em curso. O QR contém texto simples — lê-se sem rede e sem aplicação, a partir de qualquer telemóvel.
Os dois completam-se: o SIAC para os profissionais, a medalha para quem passa.
O AnimaPulse chega em breve
A caderneta de saúde dos teus animais: lembretes de vacinas e tratamentos, partilha com o veterinário, documentos digitalizados e pré-preenchidos. Alojado em França, nunca revendido.
Página atualizada a 9 de agosto de 2026.